A participação de outros imigrantes na colonização e desenvolvimento de Petrópolis
Os portugueses, primeiramente vieram para o Córrego Seco trabalhar na conservação da Estrada da Serra da Estrela, fazendo com que o caminho de tropas se tornasse próprio para a passagem de carroças. Trabalhavam também na construção de muros de pedras, carpintaria, comércio, ferraria, olaria (construção de tijolos e telhas) e na agricultura. Alguns desenvolveram atividades hoteleiras aproveitando a chegada dos veranistas e visitantes que acompanhavam a Família Imperial. Contribuíram também na construção da Estrada União e Indústria.
Surgiram outras comunidades portuguesas como a dos floricultores no Caxambú e a comunidade agro-pastoril de São José do Rio Preto, que deram uma contribuição muito grande e valiosa para o progresso de Petrópolis.
Os franceses também contribuíram com o seu trabalho na conservação da Estrada da Serra da Estrela. Coube a eles construírem peças de serralheria como as cruzes de São Pedro de Alcântara e da Capela de Finados, assim como a inscrição Petrópolis, assinalando o batismo de povoação.
Quando os italianos chegaram a Petrópolis trataram de trabalhar na produção de carvão. Muitos trabalharam como tecelões na extinta Companhia Petropolitana de Tecidos, já outros exploraram diversos tipos de atividades como: confeitaria, bancas de jornais, casa de loterias, marcenaria, restaurantes e hotéis. Foram os que mais contribuíram para o desenvolvimento agrícola, artesanal, industrial e cultural de Petrópolis.
Os ingleses se destacaram em hotelaria e transportes. Também merecem destaque os imigrantes suíços, belgas, cubanos, libaneses, israelitas e japoneses, demonstrando a formação cosmopolita da cidade.